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Pais e Filhos

(crédito da imagem: http://cassianeschmidt.blogspot.com)

Viver em família não é tarefa nada fácil. De todos os ministérios existentes dentro do Corpo da Igreja, o Ministério da Família é o mais árduo, difícil e essencial para o crescimento saudável e contínuo da Igreja como Corpo de Cristo.

Vejamos por que. Nós, filhos, temos uma visão muito surreal de nossos pais. Nós, direta ou indiretamente, não os vemos como meras pessoas, meros humanos, meros companheiros de viajem nesta vida…

Nós filhos vemos nossos pais como nossos líderes, heróis, como aqueles que nos geraram e nos deram a vida, ainda que não pareça que os filhos nos dias de hoje nutram este sentimento pelos seus pais, como antigamente (sei que muitos pais que porventura lerem esta declaração irão questionar no íntimo se realmente seus filhos os vêem desta maneira).

Porém, mesmo não parecendo, cada gesto, cada palavra, até o silêncio dos pais importam significativamente para os filhos, sim.

É como se a palavra do pai e da mãe tivesse poder de vida e de morte. De bênção e de maldição… E muitos pais não se dão conta disso. A agressão das pessoas de fora não é nada se comparada à palavra inconseqüente de um pai e de uma mãe! Os pais não têm idéia do tamanho do poder que eles têm sobre os filhos… E deveriam ter essa idéia, pois ela é afirmada pela bíblia e o próprio Deus a ratifica em sua Palavra, afirmando que os pais darão conta de tudo o que fizeram e deixaram de fazer pelos filhos. Eles darão conta da responsabilidade que eles têm sobre seus filhos, sobre a herança de Deus para a vida deles.

Algo muito interessante acontece com os pais. Ninguém nasce genitor de alguém. Todos somos primeiro filhos, para depois gerarmos e sermos pais. Mas parece que uma mudança radical de visão, percepção, sentimento, atitude, status, acontece quando uma pessoa se torna pai ou mãe de outro ser humano: esquece-se de como é ser filho. E essa mudança é radical mesmo! Ao ponto de o esquecimento de como é sentir-se como filho dar lugar somente para o sentimento de ser pai/mãe. Isso deveria ser natural e saudável, afinal, para educar alguém é necessário ser pai e mãe de verdade. Mas não é assim que se sucede. Quando os pais se esquecem de como é sentir-se como filho, ao mesmo tempo eles cometem erros graves que se eles fossem filhos deles mesmos eles pensariam duas vezes antes de cometer.

É fundamental para os pais nunca perderem de vista o sentimento (já referido no texto) que os filhos nutrem em relação a eles: os pais são os seus heróis, são aqueles que eles esperam sempre que estejam do lado deles para o que der e vier e que no momento mais tenso saibam utilizar as palavras e os gestos certos com eles.

Que missão difícil para os pais… Sabe por que, filhos? Porque eles não deixaram, em momento algum, de serem humanosEles são heróis, mas não são perfeitos. Não espere deles o que só Deus, como Pai, pode fazer. E não se magoe tanto com os erros deles, porque errar é humano. E não se esqueça que eles não deixam de ser dignos por serem humanos e terem suas falhas, pois eles continuam dignos da sua admiração, por serem aqueles que apesar de tudo, os amam de verdade e querem o seu bem. Eles os ensinam, mas também aprendem e crescem com vocês.

A convivência em família, como em todo e qualquer relacionamento, requer sabedoria. Mas não nascemos sábios, a sabedoria se adquire com a vivência, com os erros e acertos.

Então filhos, como lidar com as mágoas causadas pelas palavras, gestos e até o silêncio/ausência dos pais em nossas vidas?

Temos que entender que em um relacionamento familiar o status dos sujeitos desse relacionamento não deixa de existir. Vejamos um exemplo de uma justificativa muito comum dos pais para com os filhos, em uma situação de tensão:

“Eu sou seu pai!” – Justifica-se o genitor.

“E daí?” – Indaga o filho, em seu íntimo…

É comum e humano justificar-se por causa de um título “pai/mãe, autoridade, pastor, governador, prefeito, marido, mulher, filho…” Mas a questão não se encontra no título que a pessoa exerce e sim a atitude/postura/palavra que aquela pessoa está tendo no momento da tensão…

E, pais, atentem para esta realidade:

O que constrói a sua autoridade sobre o seu filho não é a sua posição como pai/mãe, mas sim a postura que você, no momento decisivo, tem em relação a ele!

Seu filho vai aprender muito mais da sua expressão facial e postura do que necessariamente com o fato de você ser pai/mãe dele.

Isto ocorre porque estamos acostumados a agir assim, é cultural. Mas, como seres pensantes que somos, devemos refletir se a nossa postura como autoridade familiar está realmente surtindo os efeitos que Deus designou os pais a terem: Edificação da sua herança, ensinando e mantendo seus filhos no Senhor.

Chega uma hora na vida em família que as palavras tanto dos pais como dos filhos desgastam a relação. Há momentos que a residência, tanto para pais como para filhos, não é mais chamado de “Lar”. E os pais e os filhos muitas vezes sentem-se mais íntimos de estranhos do que deles mesmos, como família.

Aí vai uma triste realidade: muitos filhos não tem se firmado na presença de Deus por causa das palavras e atitudes dos pais para com eles, motivo: Palavras inconsequentes, atitudes que não condizem com o que eles ensinam, ausência dos pais em fases decisivas na vida dos filhos, etc. E muitos pais cristãos sabem evangelizar mais alguém de fora da própria casa do que ensinar o próprio filho (teorica e praticamente) dentro de casa. Estão mais “ocupados” com o “Ministério” do que com o Ministério de Todos os Ministérios, A FAMÍLIA.

“Quem não cuida dos seus, principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que os infiéis” (I Timóteo capítulo 5, versículo 8).

Isto não tira a responsabilidade subjetiva dos filhos sobre o caminho que eles decidiram trilhar, mas a própria Palavra de Deus diz que os líderes (familiares, eclesiásticos, políticos) darão conta de todas as pessoas que, por causa deles em ação ou omissão, se desviarem do caminho…

A vontade íntima de cada um dos membros da família é que isto seja só um sonho ruim e que um dia eles acordem e tudo seja como antes, que tudo seja bom novamente.

Qual a solução?

Viver em família é uma grande responsabilidade para os pais e um grande desafio para os filhos. Ambos possuem sua importância e o que os ligam, mesmo com as intempéries da vida, é o AMOR que eles nutrem entre si. A solução é observar os preceitos de Deus por parte dos pais, no que concerne à autoridade familiar (Tema do próximo artigo), e obedecer aos preceitos de Deus por parte dos filhos (Tema de artigo posterior).

Viver em família é isto: é amar e viver com os conflitos e tensões próprias da convivência humana, a qual é composta de seres diferentes e iguais, semelhantes e únicos.

É aí que somos despertados pela vida e por Deus que o sonho do dia-a-dia se constrói com a Decisão.

É como Deus e a Humanidade: Esta O ofendeu de todas as maneiras com o pecado, porém Ele DECIDIU AMAR a Humanidade.

Viver em família, a qual consiste em um Ministério IRREVOGÁVEL, é DECIDIR AMAR, todos os dias… É ESCOLHER perdoar, esquecer, suportar, edificar, corrigir com equilíbrio e ponderação e obedecer à autoridade.

Jesus nos AMOU dando-nos a outra face. Jesus ESCOLHEU nos amar nos ensinando a amar como Ele amou.

Jesus DECIDIU entregar o seu CORPO e o seu SANGUE naquela CRUZ para a redenção, ou seja, a permanência do Ser Humano como a Coroa da Criação de Deus. E ele disse “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei…” (João 15:12)

Não existe divórcio de pai e de mãe, de pais e filhos. Pode existir a separação, mas ela é árdua, ela faz a pessoa se sentir incompleta, pois no íntimo todos querem viver em paz.

Todo relacionamento duradouro não pauta-se sem sentimentalismo, sensações, orgulho… Pauta-se na decisão.

É certo que é difícil decidir amar quando a mágoa, o rancor, as brigas tornam tudo isso difícil. Porém, quem está cansado e sobrecarregado deve achegar-se ao Senhor, e Ele limpará o seu coração de toda amargura e sujeira e tornará você e sua família capazes de perpetuar o relacionamento de forma que agrade a Ele.

Amém.

 

 
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Publicado por em 7 de março de 2012 em Dia-a-dia

 

Sou Humana

(crédito da imagem:http://lelekevisita.blogspot.com)

Meu Deus, muito obrigada por teres permitido que meus amigos tenham enxergado que eu não sou perfeita.

E, obrigada, também, porque meus pais sempre souberam disso, embora até eles esqueçam muitas e muitas vezes que eu sou humana. Graças te dou, Senhor, porque minha família está vendo que eu sou humana.

Logo eles vão perceber que eu sou um Vaso de Barro, pronto a ser quebrado e moldado por Ti, somente. Que eles saibam que nada do que eu fui e nada do que eu sou é mérito meu, mas sim que tudo depende da tua graça e misericórdia, Senhor.

Eu sou humana. Eu erro, me iro, perco o controle, peco, me magoo, desisto, abandono, grito. Sou como todo mundo e tão necessitada do Evangelho quanto qualquer pessoa na Terra.

E tudo o que eu preciso
quando eu errar
E tudo o que eu preciso
quando eu falhar
É que todos reconheçam que
eu sou humana
como eles
E ao invés de me julgarem
e condenarem
eles me estendam as mãos
e me ajudem a caminhar…
E tudo o que eles precisam
é não seguirem a mim
ou qualquer pessoa
e sim a Ti, somente a Ti
E tudo o que eles precisam 
é acreditar não no homem
mas em Ti…
 

Senhor Jesus, ajuda-nos a compreender um dos cernes do Teu Evangelho, que é: Eu sou teu vaso, Senhor, e tu sempre conheceste minha fragilidade. No entanto, Tu me quebras, para me formares segundo a Tua vontade. Tu não me jogas fora, tu me moldas…para que todos saibam que ninguém é perfeito e que Tu é quem aperfeiçoa teus filhos, dia após dia!

   As pessoas que aconselham
                                                               precisam de conselhos.
                                                              As pessoas que ajudam
                                                                  precisam de ajuda.
                                                             As pessoas que ensinam
                                                            também precisam aprender.
                                                            As pessoas que fortalecem
                                                                precisam de forças.
                                                           As pessoas que acreditam 
                                                            também precisam de fé.
                                                         E a verdade nua e crua é que
                                                       as pessoas que mais idealizamos 
                                                                      NUNCA 
                                                         deixaram de ser Humanas.
                   

Tudo o que a Humanidade precisa entender é que perfeito, só Deus; Julgar não ajuda; e que TODOS precisamos uns dos outros, pois ”ninguém é tão alguém que não precise de ninguém”.

 
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Publicado por em 7 de março de 2012 em Dia-a-dia

 

Mais uma vez, o Destino…

Minha vida seguiu seu próprio rumo desde a última vez que eu te vi.
 
Segui meu caminho, sonhei outros sonhos. O destino nos separou. Vivi emoções, acertei e também cometi muitos erros e, olha só…
 
Parece que minha vida parou, para que eu pudesse te ver novamente. Existiria algum propósito para isso? Me pergunto. É como se algo tivesse nos juntando outra vez…Por qual motivo? Não sei.
 
Te tenho ao meu lado, agora, eventualmente, alguns dias da semana. 
 
Ao ver o teu sorriso, pude me lembrar o quanto ele me encanta…! E ver a tua face me fez recordar o quanto és especial para mim, de uma forma tão bela, pura e singela… Já não mais temo ou me envergonho desse carinho, desse afeto. Grande é a incógnita que jaz em mim, para discernir esta tal ligação platônica que contigo tem o meu coração. Este, no entanto, já não subestimo mais…
 
Incrível como eu estou tão perto, mas tão distante de ti.
 
Enquanto te observava, quanto tu estavas ao meu redor, meu ímpeto foi, naquele exato momento, sentar-me ao lado teu, olhar em teus olhos, deliciar-me carinhosamente em teu sorriso lindo, acariciar-te e encostar-me em teus ombros, e dizer o quão Deus te fez belo e único!
 
Minha vontade crescente é cuidar de ti, ser tua eterna companheira, mas contento-me em não ser dona dos teus sonhos, do teu desejo… Me faz feliz o simples fato de saber da tua existência e agradeço a Deus a honra de ter permitido que nossos caminhos um dia se encontrassem, os quais tenho em minha memória, ainda que sejam hoje como lembranças embaçadas, mas que tu as torna vivas toda vez que te encontro.
 
Ah…! Quem dera eu fazer todos os teus dias felizes! Quem dera eu fazer cada momento de tua vida ser especial… Queria eu ser tão importante para ti, assim como tu és para mim. 
 
É tão linda a maneira como você se dedica a Deus. Era tão bom quando falávamos do nosso Pai juntos, sobre suas Maravilhas… Mas tu estás com outra pessoa e sei que eu não sou mais que um alguém que passou pela sua vida e que não será mais do que isto.
 
Saber isso me enche de melancolia. Eu não deveria, mas simplesmente estas palavras são a expressão dos sentimentos que meu coração exala a ti em segredo, no silêncio do meu medo, na certeza de que não sou para ti mais do que uma amiga.
 
É incrível como estas palavras, quando lidas, não podem expressar a intensidade do sentimento que meu coração pulsa enquanto as escrevo… 
 
Me surpreende como muitos rapazes passam pela minha vida e como nenhum deles me cativou como tu me cativaste; nenhum deles é dono do meu querer tão puro e apaixonado como só tu és to detentor.
 
Por que? Por que, Senhor, tu permitiste que tal coisa brotasse em meu coração? Por qual razão tu não tiras de mim isso, já que ele não é para mim ou eu para ele?!
 
 Nem sempre o amor que sentimos um dia será correspondido. Mas não devemos nos envergonhar de sentí-lo, pois não existe sentimento mais lindo. Devemos, sim, exalá-lo e procurar um dia alguém que tenha também por nós uma recíproca e sólida intensão!
 
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Publicado por em 10 de fevereiro de 2012 em Reflexão

 

“Por que você foge?” – A pergunta que ela não queria ouvir

Meu nome é Adama*.

Tive um sonho que me perseguiu durante todo o dia e, provavelmente, por toda a vida.

Eu estava nas proximidades de minha casa, correndo.

Mas não era um correr normal, eu estava em uma velocidade fenomenal, como na velocidade da luz…

De repente, eu chego em um Parque, um lugar bonito, dentro de um bosque, tinha árvores e jardins… E também uma linda fonte de águas…

Parei subitamente para observar o local, quando então o peso da cautela invade o meu ser, era um medo de que um perigo se aproximava. Percebo que pessoas estavam perguntando por mim.

Distraí-me por uma fração de segundos, tempo suficiente para uma das pessoas que me procuravam me avistasse, olhasse nos meus olhos e denunciasse em uma pergunta que, não sei bem porquê, eu não queria ouvir…

“Por que você foge?!”

Tamanha foi a intensidade daquela pergunta e, igualmente, intenso foi o que ela provocou em mim que imediatamente, como que por um fio, fugi. Aquelas palavras me paralisaram por dentro e eu percebi que eu já não corria mais tão velozmente quanto antes… Olhei para trás, vi que tive sucesso na fuga. Voltei a correr rapidamente como um jato no sonho, mas era como se eu fosse a corrente das águas…Eu já não era tão veloz.

Avistei os jardins que me cercavam, quando resolvi parar devido ao peso de minhas pernas… É como aquele estado de espírito em que nos encontramos que simplesmente vagamos sem saber porquê nem para onde ir, é como se as palavras que as pessoas nos dizem tivesse o poder de nos despertar para bem ou para mal. A única coisa que eu sabia é que eu deveria estar em algum lugar seguro e ser mais veloz do que todos à minha volta para manter-me sã e intocável…

Voltei a correr. No meio do caminho, enquanto minha velocidade da fuga ia esvaindo-se, deparei-me com um rapaz. Naquele momento, como eu estava perdida em pensamentos, ele conseguiu me alcançar…

Olhou-me como se me conhecesse há séculos, sorriu um sorriso cativante, tocou-me o braço como se tivesse comigo alguma intimidade e, como eu me desvencilhava, ele mudou seu olhar de ternura como que de súplica e indagação…E  disse:

“Finalmente te achei, mas tu corres demasiadamente depressa…”

Como numa eternidade de tempo tive a sensação da estranheza de ser tratada como íntima por quem eu simplesmente não conhecia…Eu nunca o vi em toda a minha vida.  Quando mais uma vez intentei fuga, ele exclamou suplicantemente:

“Por que tu foges tanto?!”

Desta vez tal pergunta foi duas vezes mais paralisante para mim do que a de outrora. Se a primeira pergunta teve o poder de atingir o meu pensar ao ponto de desnortear-me, esta mesma pergunta feita pelo rapaz desconhecido fez pior: desarmou o meu coração. Sua face, depois que acordei, nem me lembro mais, mas sua presença diante de mim naquele sonho foi impactante porque… Como pode alguém me desarmar sem que nunca eu o tenha conhecido outrora? Se antes de o ver e ouvir eu corria, depois da pergunta da qual eu não queria ouvir eu senti como se nunca mais eu fosse andar.

Contudo, ao contrário daquela sensação, de repente eu me vi com forças novamente e fugi!  O rapaz, inconformado, correu atrás de mim com ímpeto parecido, mas por sorte eu estava mais veloz que ele. Eu olhava para trás e via que ele era incansável.

Um temor que eu não sabia existir dentro de mim foi uma resposta plausível para  eu entender de onde eu tirava tanta força para ser a mais veloz de todos daquele lugar. Parecia que quanto mais eu corria mais o rapaz me alcançava. Só que eu já não olhava mais para trás enquanto corria. E quando eu achei um esconderijo, me dei conta de  que ele me perdeu.

Então, me sentindo segura, saí de onde estava e passei pelo bosque… Meus pensamentos estavam à mil, parecia que eu tinha permanecido naquele bosque pela eternidade em pensamentos. Mente e coração estavam lutando:

- Será que o Amor é mais forte do que a insegurança que as coisas da vida cravam em nossos corações? (Coração).

- O Amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta…¹ (Mente)

- Será o ímpeto do Amor maior que as nossas feridas? (Coração)

- O Amor nunca falha…² (Mente)

- Será que o Amor nos faria passar por cima dos nossos próprios princípios?  Suportaria o amor humano às fraquezas?   Aguentaria ele os defeitos? (Coração)

- O Amor não se porta com indecência, não busca seus interesses, não se irrita, não suspeita mal…³ (Mente)

- O fruto do verdadeiro amor, o perdão, estaria presente na tristeza, na raiva ou quando viesse o ressentimento? (Coração)

- Amai-vos uns aos outros como eu vos amei, disse Jesus…Nós amamos por que Ele nos amou primeiro* (Mente)

- Prevaleceria o Amor sobre o próprio tempo, sem desgastar-se como as demais coisas da vida? (Coração)

“A medida do amor é amar sem medida.” Afirmou Santo Agostinho (Mente)

- Seria o Amor capaz de ficar em “alta no mercado” nesta sociedade consumista? (Coração)

Se perder um amor… não se perca! Se o achar… segure-o! Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais… é nada, disse o sábio Fernando Pessoa. (Mente)

- Oh mente… Eu tenho MEDO! Exclama o Coração, como última tentativa…

- Oh Coração, tola é a tua afirmação, temes o que não conheces… No Amor não há temor; antes, o perfeito amor lança fora o temor, por que o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.*

- Tudo bem, Mente. Eu temo porque não conheço. Eu, o coração, sou destinado a sentir o que você, Mente, se resume a “conhecer”. Você fica com o saber e eu com o sentir esse teu conhecimento. Muito fácil para você falar, sendo que quando a ilusão acaba, não é você mas sim eu que sinto a perda de tudo isso… (Coração)

- Oh tolo coração, não sabes tu que o verdadeiro conhecimento se dá pelo sentir o que se tem consciência da existência? Se eu tenho o saber, você tem a experiência… Juntos nós fazemos o verdadeiro Amor acontecer. Não te rendas. Levanta-te e viva, você foi feito para viver. (Mente)

- Inquérito encerrado e acabado. E que venha o Novo em mim. ( Coração)

No final, a mente foi vencedora dos inquéritos proferidos pelo coração. Como um milagre, o temor que eu sentia se foi e a velocidade com que eu corria foi maior que aquela movida pelos meus temores. Eu me sentia leve e ágil como a água. Veloz e aventureira como a corrente dos rios…Eu já não era mais uma fugitiva. Eu procurava.

Me dirigi à uma praça no bosque do Parque, uma que ficava no extremo do local, bem distante e diferente daquele de onde o rapaz e aquelas pessoas me procuravam. E, como que por ironia do destino, os encontrei no local. Sentei-me perto deles, cumprimentei-os com graciosidade, conversava e bagunçava como uma moleca. Outrora eu achava que me comportava como Mulher.

Nesse ínterim o rapaz chega e senta-se distante de nós. Dirijo-me a ele e provoco-o, desafiando-o a vir até mim. Ele, no entanto, vira a face. Eu, que  antes era inerte (embora fugitiva) me aproximo, faço-lhe uma brincadeira que o tira do sério e corro. Ele decididamente mostra que desta vez não me deixaria escapar. Deparo-me com um muro alto, tendo ultrapassá-lo mas ele me alcança, me segura pelo braço e faz novamente a pergunta que me desarmou:

“Por que tu foges?!”

Silêncio.

Olho no olho.

Eu o beijo. Demoradamente saboreei como que pela primeira vez (embora não única) a sensação da liberdade de estar ligada a alguém. Senti cada parte de seus lábios contra o meu e o quanto eu estava outra Mulher.

E, respondendo-lhe à pergunta olhando dentro de seus olhos suplicantes, suspirei… E sussurrando duas palavras que saíram do mais fundo do meu ser, declarei:

“Não sei…”

Então eu acordei.

Mal sabia eu, depois, o que verdadeiramente me esperava… E não era nada daquilo que eu sonhei… (Continua).

 
 
*Adama (personagem criada por mim)
¹(Bíblia Sagrada 1 CO 13:7)
²(Bíblia Sagrada 1 CO 13:8a) 
³(Bíblia Sagrada 1 CO 13:5)
*(Bíblia Sagrada Jo 15:12 – 1Jo 4:19)
*(Bíblia Sagrada Jo 15:12 – 1Jo 4:18)
 
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Publicado por em 23 de dezembro de 2011 em Reflexão

 

O mel mais doce – Filipenses 4:8

Sabe, muitas vezes em nossas vidas nos encontramos assim, contemplamos toda a beleza da Criação, adoramos ao nosso Deus em Espírito e em Verdade, mas sabemos que precisamos deixar que Deus nos molde assim como fez com a Terra, que era sem forma e vazia, e que Ele opere essa obra em nós todos os dias.

Imagine-se passeando por um campo, respire o ar puro da natureza… Olhe para a maravilha da Criação de Deus.
O que você vê?
Você sabe o que os Anjos vêem?
O profeta Isaías viu e ouviu a exclamação dos Anjos:
“E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” 
Isaías 6:3
Percebe-se, pois, que a Criação exalta a Santidade de Deus pai e do nosso Senhor Jesus Cristo. A bíblia diz, também, que no dia da Criação, o Espírito de Deus pairava por sobre a Terra, quando ela era sem forma e vazia.
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. 
Gênesis 1:2
E, quando vemos a criação de Deus, lembramo-nos logo também do dia em que Deus formou a Humanidade do pó da Terra. Lembram-se das palavras de Adão, quando Deus lhe mostrou Eva?
E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. 
Gênesis 2:23
O mundo  do Amor é um mundo muitas vezes sem forma ou vazio para algumas pessoas. Sem forma porque estão em busca da essência do Amor, vazio porque talvez ainda não tenham encontrado a “costela perdida” ou “o dono da costela perdida”.
Contudo, a Palavra de Deus nos diz que “o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. ” Gênesis 1:2b
E é justamente a arte de deixar Deus se mover por sobre nossas vidas (em todas as áreas) e especificamente mover-se em nossa vida amorosa que constitui-se nosso maior desafio.
Não sou especialista em Amor. Não sou a pessoa mais fácil de ser “moldada” pelo Senhor (na verdade eu tenho dado muito trabalho para nosso Papai na questão Amor – - e, cá entre nós, Ele sempre tem aquela Palavra maravilhosa para nos colocar onde devemos estar). Mas eu vim aqui compartilhar um pouquinho do que Deus tem para falar sobre Amor, com base em sua Palavra.
Nós, jovens, (não existem anciãos no Amor, sempre seremos crianças no mar de surpresas amorosas) somos levados por diversos ventos impetuosos, queremos tudo ao mesmo tempo. Faculdade, emprego, pós, doutorado, pós-doutorado,PHD (recebam irmãos, recebam!) e, como se não bastasse, queremos, ao mesmo tempo, um Amor.
Não que isso  seja um problema. Deus colocou em nós esse desejo. E não adianta dizer: “Olha aí Deus, o Senhor que fez eu ser assim…”, não é por aí irmzãozinho(a)! Olha a resposta de Deus para nossas ansiedades:
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. 
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de amar…” 
Eclesiastes 3 
Mas existe, igualmente, uma preocupação primordial para nós, os Aventureiros do Amor. Estava eu orando ao Senhor – Deus tem muita paciência de escutar essa matraquinha aqui! –  quando subtamente, minha mente divagou para cima e eu li uma frase que me marcou muito, tema que gostaria de compartilhar com vocês…
“Até para vivenciar o Amor precisamos deixar-nos purificar, pois até o mel mais doce azeda em frascos sujos…”
(autor desconhecido).
Antes de procurarmos o amor, temos que realmente querer desvendar-nos a nós mesmos. De verdade. Colocar aos pés do Senhor nossa vida de forma que vivamos exatamente o que o Apóstolo Paulo chamou de “renovação de nossas mentes”. Ele diz:

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. ”

Filipenses 4:8

Devemos refletir se tudo o que preenche nossas mentes é, realmente, a glória de Deus ou se enchemo-nos de coisas fúteis e supérfluas que, como a poeira do ar, penetram nossas mentes sutilmente…E se tudo isso não faz com que não vivamos o que Deus quer que vivamos, em Seu tempo.

Será que é dessa natureza as coisas que guardamos dentro de nós? A motivação para um relacionamento amoroso em nossa vidas realmente é “digna e elevada”? E será que merecem elogios?

Devemos nos olhar no Espelho da Palavra de Deus para avaliarmos nossas vidas diante Dele, nossas motivações amorosas, a ponto de podermos afirmar como nosso irmão em Cristo, Joshua Harris:

“No decorrer destes últimos quatro anos, compreendi que o senhorio de Deus não apenas ajeita a minha abordagem de romance – ele a transforma completamente. Deus não apenas deseja que as minhas ações sejam diferentes, mas que eu pense diferente – que eu veja da Sua perspectiva o Amor, a Pureza e o estar solteiro e tenha novos modos de vida e atitudes. A base desta nova atitude é o que chamo de “amor inteligente”. (Livro “Eu disse adeus ao namoro”, pg. 19).

Conforme formos nos avaliando segundo a Palavra de Deus, permitiremos que o Espírito Santo paire sobre nossos corações, nos limpando, nos revelando, nos guiando, nos moldando, nos preparando para aquela pessoa que Ele tem separado especificamente para nós, a ponto de um dia podermos exclamar:

       - “Quero encontrar alguém que me faça dizer:

Eis aqui os ossos dos meus ossos e a carne da minha carne. Tu te chamarás de “minha metade”. Por isto deixarei meu pai e minha mãe e unir-me-ei a ti, pois o Senhor me moldou  para que eu complete a ti e tu completes a mim…”

No que consiste em deixar Deus moldar nossas vidas a ponto de sermos formosos como a Terra ficou quando passou pelas mãos do Altíssimo?

Significa deixar que seja o Espírito Santo a guiar as nossas atitudes em relação ao amor, bem como nosso sentimento. E essa atitude e sentimento consiste primeiramente em amar da forma como Deus vê o amor.

Paz do Senhor!

 
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Publicado por em 29 de novembro de 2011 em Cristão

 

Reencontro

Quando estou longe de você reprimo o sentimento que reflete a lembrança de nós dois. O tempo de outrora era para mim eu e você.

Nada de mais,  são momentos improvisados, sem corte ou máscara, era você e eu.

Mas quando te revejo nasce em mim o mesmo desejo arrebatador, como se  ele nunca tivesse sido domado…Me faz querer ter você sempre ao meu lado.

Beijar você seria a coisa mais linda, o ato mais puro e doce que eu faria mil vezes, porque puro e sincero é o que eu  sinto por você.

E se você não tiver que ser meu, apenas quero que essa outra mulher te faça feliz, muito feliz…

Mas Felicidade seria te ter aqui comigo, alegria seria sentir nossos corações pulsarem na mesma  sintonia. Mas se Deus assim não o quiser, oro apenas para que você seja feliz, muito feliz…embora eu sofra ao te ver nos braços de outra.

Ver o teu sorriso é canção para meus ouvidos. 

E se eu realmente não for boa o bastante para você, que um dia você encontre alguém melhor do que eu…!

Argumento comigo mesma que foi ilusão, que não entreguei meu coração, fujo de tudo o que faz eu sentir novamente o que eu sentia ao seu lado e de tudo o que faz eu querer viver tudo de novo.

Luto contra meus medos, rendo-me à razão que me faz acreditar que era só ilusão, só ilusão…

Você é como um cristal valioso que ainda não me sinto digna de possuir.

Você é como aquela jóia rara que toda mulher um dia gostaria de ser dona.

Eu, ao revés, sou uma pobre camponesa que não está à altura do trono…

Gosto mesmo é de sonhar…Nos meus sonhos eu sou boa o bastante para você, sou tudo o que você precisa, tudo o que você deseja, corajosa o suficiente para te roubar para mim e não dividir esse tesouro com ninguém…

Quando olho para você não é frieza que meu olhar expressa, é o amor que meu coração pulsa que a ti se revela… A janela da minha alma para ti não pode mentir… Esse ainda é o meu segredo.

Quem sabe um olhar? Quem sabe um dia eu perca o medo? Mas e se for tarde de mais? Será que para te ter terei eu que nascer de novo para uma nova vida em que o amor não é um mero sonho mas minha concreta realidade?

Ou…quem sabe, isso nunca acontecerá e assim mesmo irei eu ficar, somente na companhia de mim mesma esperando a vida passar?

by Adama.

 
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Publicado por em 24 de novembro de 2011 em Dia-a-dia

 

As oportunidades da vida jorram…

Vejo várias pessoas.

Faces em busca de sua metade. Outros bem pessimistas e indiferentes…Outros apenas jogando o tempo fora. E me lembro de você.

E lembro como é incrível como as oportunidades passam como água que não conseguimos segurar com nossas mãos… Retemo-la apenas aparando-a em um frasco no momento em que ela jorra…Ela não será nossa se não estivermos preparados. Assim, não devemos chorar por águas passadas.

Devemos, sim, esperar que a Fonte de Águas Vivas de Deus jorrem sobre nós trazendo reavivamento e  restituição de tudo aquilo que desperdiçamos.

Devemos viver o novo de Deus em nossas vidas  e atravessar cada porta que Ele abre diante de nós.

Assim disse a consciência.

Abaixo diz o coração:

Eu só queria poder voltar no tempo outra vez.

Eu só queria  poder esquecer meus medos e  anseios que não permitiram te ter ao meu lado. Eu só queria poder ter a oportunidade de te olhar nos olhos e deixar que a janela da minha alma mostrem meu coração a você.

Insisto em voltar no tempo mesmo sabendo que está tudo  diferente.

Ah! Se você lesse pensamentos….Ah! Se você pudesse olhar por dentro dos meus olhos  saberia que eles sempre foram seus…E ainda são, mas não sei se posso e se um dia vou te ter…Eu só queria ter você, você.

Mas ainda não tenho forças para declarar o meu amor quando você passa por mim só com amizade. Não consigo ver possibilidade de fazer você me  ver de outra maneira. Se eu soubesse certamente já teria feito.

Gostaria que tudo fosse um mal entendido e que tudo o que eu ouvisse seria você dizer:

“Também  quero você, amo você…”

Tento ver em outros olhares o que só o  teu olhar me mostrou. Tento  viver com outro alguém o que contigo vivi em tão pouco tempo, mas que guardo em minhas lembranças.

Não sei se um dia outro chegará e  conquistará meu coração. Não sei se tudo o que passou será mais uma de minhas lembranças embaçadas. 

Só sei que se eu pudesse ter você aqui, agora, eu seria a mulher mais feliz do mundo, assim como me senti quando você me convidou a um casamento uma vez…aquela fração de segundos foi uma das mais coloridas páginas de minha vida e emoção mais forte vivida por alguém que simplesmente quer você, você.

Será que algum dia estive em seus pensamentos?

Será tudo isso uma criação da minha mente?

Se for, quero acordar desta ilusão, pois não aguento mais suportar a sede do meu coração, de ter você.

E, no final…tudo isto torna-se mais uma de minhas lembranças embaçadas.

                                                                         
                                                             by.: Adama
                                                                          (nome latim que significa “Dama ardente”)
 
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Publicado por em 24 de novembro de 2011 em Dia-a-dia

 

“E se…”

É muito triste quando não se pode corresponder alguém porque o coração já está preso por outra pessoa… E pagar com frieza o calor que esse alguém tem para transmitir porque o coração quer senão o amor da outra pessoa.

Amar é estar preso e se sentir livre. 

Ser livre é amar e prender-se no ser amado.

Mas, quando esse amor não é correspondido, prende-se num melancólico e eterno “E se…”

Como saber se o futuro não reserva senão um “E nunca…”?

Por que para algumas pessoas o amor é sempre uma espera?

E porque para outras, o amor é amizade?

E, para outras, um fogo que arde?

Teria o amor várias faces? 

Ou fazemos dele conforme nossa própria arte?

Seria mais simples se ele tivesse fórmula?

Ou sem mistério o amor vai embora?

Por que a paixão se disfarça de Amor se este não se confunde com aquela?

Vale à pena esperar por aquela pessoa ou o certo é dar chance ao alguém?

E se esse alguém se machucar com meu coração teimoso, cujos sonhos se resumem àquela outra pessoa?

Apaixonamo-nos por um sonho?

Por uma imagem que nós mesmos criamos?

Ou simplesmente o amor não acontece, se escolhe?

Se é escolha, por que parece que não fomos nós que escolhemos? E se não escolhemos, por que nos sentimos donos de nossos sentimentos?

Na verdade os sentimentos se tornam donos de muitas pessoas…

Porque tudo o que o apaixonado quer é estar nos braços da pessoa amada e não de qualquer alguém…

by: Adama

(nome latino que significa “Amante ardente” – personagem pseudônima)

 
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Publicado por em 24 de novembro de 2011 em Dia-a-dia

 

Segredo de Amor

(créditos da imagem: http://www.culturalivre.net)

 

“Segredo de Amor

Sabe…
Ontem ouvi meu coração.
Ele perguntou:

Porque tu foges do amor?
Eu tentei disfarçar e respondi:
Eu não fujo do amor, só tomo cuidado.
O coração riu de mim…
Pude ouvi-lo dizer:-
Porque mentes assim?
Conversei com teu travesseiro
Ele falou que tu choras escondido.
Ele tenta me avisar, mas você o aperta,
E o teu silencio me fecha…
Não faças isso comigo.
Quero amar, mas você não deixa.
E eu respondi á ele:
Meu amigo coração,
Já sofri com o amor…
Hoje, não evito, mas tomo cuidado.
O meu choro no travesseiro,
Nada mais é do que a dor do segredo.
Eu amo sim, Mas amo escondido.
Tenho medo de contar, de sofrer, de amar.
E no fim dessa conversa,
Eu tentei segurar o choro
O coração me diz:
Um dia você vai perceber que,
Deus te deu o bastante.


A vida, O ar, O sol, O céu…
Ele lhe deu tudo o que você precisava.
Mas você quer me tirar o direito de amar.
E então pude ouvi-lo chorar…”

Refletindo sobre isto, pude perceber o quanto em determinado momento de nossas vidas devemos cogitar sobre a possibilidade de o coração que pulsa em nosso peito não estar nos escondendo sentimentos, emoções, experiências…seja tudo isto bom ou ruim.

Uma das piores coisas da vida não é vivenciar momentos difíceis e sim negligenciar experimentar e discernir toda adrenalina ou mesmo toda a paz que determinado momento traz para nós no dia de hoje, agora.

E isto é muito comum nos dias de hoje, quando as fraquezas jamais devem ser demonstradas, sempre queremos ficar por cima, não queremos, por sinal, ser humanos.

E ser humano é levantar e cair (seja no amor, seja na amizade, no trabalho, na igreja…). Ser humano é sentir emoções e administrá-las (tarefa nada fácil, contudo extremamente necessária). Porém mais do que isto, não devemos negar a nós mesmos a verdade a respeito da nossa vida: a de estarmos deixando de viver o que sonhamos por causa de uma dita “realidade” que insiste em não se conformar com o ideal que projetamos para a nossa existência.

Seja no mundo do amor ou mesmo na vida como um todo, não deixemos que nosso coração guarde mais segredos de nós do que um estranho guardaria. Não precisamos de máscaras ou mesmo fingir que determinada realidade não existe em nós ou ao nosso redor. Devemos deixar fluir o que de mais belo existe do ser: o dom da superação.

Esse dom consiste na capacidade que o Criador nos deu para podemos superar todas as situações quando nos dispomos a procurar respostas e a deixar que Ele esquadrinhe nossa a vida a ponto de não guardarmos segredos a nós mesmos, mas deixarmos claramente nosso coração, nossa vida seguir o curso do seu destino.

Não há fórmula para a vida. Se os problemas tivessem fórmula apenas resolveríamos problemas, mas jamais venceríamos obstáculos. O que teríamos não seria a superação de nós mesmos e o seu conseqüente aprendizado e sim uma mera etapa em que não teríamos o mais profundo gosto da vitória. Eis a razão de Deus não nos dar as respostas, assim, tão rápido. Ele quer que estejamos prontos para Ele e sua Lição: somente Ele domina todas as coisas. Inclusive o Amor.

Se o Amor tivesse fórmula ele não seria o que é, seria um mero sentimento perdido no controle de nossa Razão. Não que esta seja ruim para o Amor, ao contrário, ela o enriquece. Porém ela o empobreceria se tirasse de nós a capacidade de sentir o Amor com todo o nosso ser, que transcende a razão e pauta-se no âmago do Espírito.

Não importa o que vivemos, o que passamos, mas como encaramos tudo isso. Não importa se não vemos Deus nas entrelinhas de nossas vidas, importa que O encontremos quando Ele quer manifestar a nós todo o Poder de sua Graça e Verdade, que justamente naqueles momentos que queremos “entregar as cartas”, ou, em linguagem mais direta, “chutar o balde”.

Nunca devemos negar ao nosso coração aquilo que Deus o designou para fazer: amar. E não digo o amor somente entre casais, refiro-me ao amor ágape, filos, etc.

A vida nos coloca em situações em que amar é realmente um perigo ou, pior, doloroso. E passamos a viver a vida entorpecidos, apenas gostando, jamais nos entregando. Nossa confiança não é plena e nosso relacionamento com as pessoas não passa de conveniência. O nosso “acreditar” na vida nunca é fé e sim o resto da “certeza” que sobrou, aquela que conseguimos reservar para não entregar tudo ao fim.

“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima dele creia que ele existe e que é galardoador (recompensador) dos que o buscam.” (Hb 11.6).

Eis a canção do nosso coração, quando a vida nos desafia, quando ela não se contenta com o pouco com que investimos em nossa própria existência e requer mais do que aquilo que temos oferecido a Deus e a nós mesmos:

“Não tenho medo do amor; temo a dor.

Não tenho medo de ter, receio perder.

Não tenho medo de voar; não quero, apenas, minhas asas quebrar.

Não tenho medo de  mergulhar, temo afogar-me nas ondas bravias do Amor e da Vida…

Gostaria de me jogar sem pensar no que vem depois, mas sou assim e por isso é só sonho o destino mudar o curso das minhas certezas que sobraram…”

Não devemos nos achar culpados se um dia algo do tipo passou por nossas mentes. Devemos reconhecer que, diante desta vida de desafios, é natural que fiquemos sem respostas e muitas vezes sem ânimo.  O que não podemos é negligenciar a oportunidade que Deus nos dá de mudarmos a rota primeiramente de nossa maneira de pensar e, depois, os passos para se chegar no destino pretendido, qual seja, a de não desistir nunca.

E quando olharmos mais alto, ou seja, quando ampliarmos nossa visão sobre Deus, sobre a vida, sobre o Amor, sobre TUDO, veremos que já temos o bastante. Veremos que somos mais que vencedores.

Pensemos nisto.

 
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Publicado por em 21 de novembro de 2011 em Reflexão

 

Equilíbrio na Balança – Ponderação é a palavra-chave na verdadeira Justiça – Estatuto da Criança e do Adolescente


(créditos: http://tc-artes.arteblog.com.br/214124/Deusa-da-Justica/)

A ponderação é e sempre será baluarte da verdadeira Justiça. Ela é posta à prova quando, no caso concreto, a Justiça tem que impor medida a adolescentes infratores, muitos deles com antecedentes criminais. Quando se aplica qualquer medida à pessoa humana, no sentido tanto de repressão quanto de prevenção, o que se espera da Justiça? Vejamos o caso de adolescentes envolvidos em tráfico de drogas.

É lúgubre que crianças e adolescentes sejam usados por traficantes para mercancia de substâncias entorpecentes, os quais utilizam-os para satisfação de seus desígnios criminosos, destruindo suas vidas e também a paz da comunidade, e ameaçando-os a tirar-lhes a vida se intentarem sair de seu domínio. Por isso há que se levar em consideração que o adolescente precisa, antes de mais nada, de medida de proteção pois, além de ser pessoa em desenvolvimento, é sujeito de direitos.
Esta necessidade está prevista no artigo 98 e seus respectivos incisos, do ECA:
“As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados:
I – por ação ou omissão da sociedade ou do Estado;
II – por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável;
III – em razão de sua conduta.

Ora, tal dispositivo legal do Estatuto da Criança e do Adolescente foi eficaz no sentido de levar o aplicador do direito ao caso concreto indagar, com base nas questões que o próprio artigo remonta, quais circunstâncias levaram o adolescente a praticar atos infracionais, bem como o quê o levou a colocar-se em situação de risco.
Tal dispositivo legal afirma que o adolescente tem responsabilidade pela sua conduta, evidentemente, mas não deixa de ressaltar que a omissão da sociedade e do Estado são igualmente relevantes para a situação de risco em que inserem-se várias crianças e adolescentes neste país.
Portanto um ato infracional, quando praticado, revela muito mais do que o estado mental, emocional e social da criança e do adolescente, levando-nos a indagar:

- Desde a tenra idade esta criança ou adolescente teve seus direitos eficazmente transferidos?
- Que grau de omissão familiar ou estatal contribuiu para que o adolescente estivesse em situação de risco?

É bem sabido que esta omissão existe culposa ou dolosamente no meio social brasileiro e por isso urge ser levado em consideração, antes de se querer punir legalisticamente o adolescente infrator.
Uma vez que se entende que tais questionamentos são relevantes para uma aplicação equilibrada e justa de Medida Sócioeducativa para os adolescentes é que verdadeiramente se entenderá o porquê dos mesmos serem chamados pelo referido Estatuto de “reeducandos” e não de “detentos” ou “réus”. Por isto leva-se imperativamente o disposto no artigo 100 do ECA, que afirma:

Art. 100 – Na aplicação das medidas levar-se-ão em conta as necessidades pedagógicas, preferindo-se aquelas que visem ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.

Nesta linha de raciocínio então, deve-se cogitar primeiramente quais medidas de proteção necessita o adolescente em tela, quais sejam:

DIREITOS E GARANTIAS PROCESSUAIS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE:

Art. 101 Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 98, a autoridade competente poderá determinar, dentre outras, as seguintes medidas:

II- orientação, apoio e acompanhamento temporários;

O inciso II do referido artigo remonta a algo essencial para a total ressocialização do adolescente, três basilares da reeducação: orientação, apoio e acompanhamento. Pois de nada adianta a aplicação de medida sócioeducativa sem a devida aplicação deste referido dispositivo legal, pois ao voltar ao meio social o adolescente encontrará, inevitavelmente (pois é impossível isolar-se ao ponto de não mais rever suas antigas e más companhias, ainda que ao “acaso”) tentações, situações que remontarão à sua vida de outrora e, com a devida orientação, o mesmo poderá esquivar-se do caminho errante em que se encontrava para eficazmente não mais retornar àquela conduta errante.

DIREITOS E GARANTIAS PROCESSUAIS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE:

“Art. 101 Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 98, a autoridade competente poderá determinar, dentre outras, as seguintes medidas:

IV-inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família, à criança e ao adolescente”.

Construindo a cidadania no adolescente reeducando através deste devido acompanhamento, necessário é que também o mesmo seja inserido de volta à comunidade e isto não será possível com a privação de sua liberdade. Pois o adolescente que envolve-se em atos infracionais precisa de conscientização, a qual mudará suas escolhas ruins para escolhas prudentes. Mas só isto não basta. É imperativo, ressaltar-se-á isto sempre, que o adolescente seja inserido em programa comunitário de auxílio, para que perceba-se como realmente é: sujeito de direitos e de deveres perante a sociedade. A maioria dos adolescentes infratores não possuem esta visão de si mesmos, pois o que vêem é uma imagem distorcida de si mesmos como pessoas sem destino, sem rota e sem esperança! Impregnando a eles esta visão cidadã certamente eles serão reeducados. E este é o objetivo maior do Estatuto da Criança e do Adolescente.

“DIREITOS E GARANTIAS PROCESSUAIS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE:

Art. 101 Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 98, a autoridade competente poderá determinar, dentre outras, as seguintes medidas:

III – matrícula e frequencia obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental;”

Igualmente, para que a criança e o adolescente sejam reeducados, resinseridos e reintegrados (psicologicamente, socialmente, comunitariamente) necessário é que sejam postos em instituição de ensino. Mas isto deve ser feito não mecanicamente, como que para cumprir meramente dispositivo em Lei. Uma vez que o adolescente é devidamente orientado, acompanhado e consegue ver-se como cidadão, sujeito de direitos e deveres e construtor de seu futuro então, sim, a escola será para ele instrumento de construção de seu futuro, pois tal direito é uma de suas garantias constitucionais mais importantes.

Portanto, para uma aplicação justa de medida (seja ela aos imputáveis ou inimputáveis) é necessário levar em consideração o disposto no artigo 59 do Código Penal,  o qual dispõe:

“Capítulo III

DA APLICAÇÃO DA PENA

Art. 59 O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequencias do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá,  conforme seja necessário e suficiente reprovação e prevenção do crime…”

 Agora, após a explanação de todos estes princípios, vamos refletir onde entra a palavra-chave do equilíbrio da verdadeira Justiça: ponderação.

Ora, a Justiça Penal Brasileira é totalmente punitiva, ela descreve atos que se praticados levam conseqüentemente à uma resposta Estatal, uma sanção punitiva para a ação criminosa. No que concerne à criança e o adolescente a doutrina tem ensinado que os mesmos não praticam crimes e sim “atos infracionais análogos a crimes”, pois são considerados como “pessoas em desenvolvimento”, são alvos de toda a “construção de leis, garantias, direitos, etc” que visem à sua proteção.

Mas tal proteção se estende às crianças e adolescentes infratores, pois os mesmos revelam, na verdade, toda uma dicotomia social criminógena, a qual precisa ser combatida pela Justiça.

Visto que no caso dos inimputáveis a lei descreve condutas passíveis de mediata ou imediata reação estatal como forma de punir tal ato tido como infracional  análogo a crime, como lidar quando uma criança e adolescente de fato infringem a norma legal? Como deve o Estado responder, conforme toda a principologia da Infância e da Juventude, a situações em que adolescentes inserem-se no mundo do crime? Certamente os aplicadores do direito (aqueles que efetivam a norma da lei) devem ter toda a ponderação, ou seja, todo o cuidado para não tratar a criança e o adolescente infrator como a Lei trata os imputáveis (maiores de 18 anos) ou pior do que a Lei trata os adultos infratores!

E a efetivação dos direitos da criança e do adolescentes envolvidos em atos infracionais depende e muito dos operadores do direito no caso concreto. Se anteriormente foi questionado se a família e a sociedade não educaram ou efetivaram os direitos de determinada criança ou adolescente, agora a reflexão é processual:

- Tem os aplicadores do direito (que não consistem apenas no Juiz, Advogado, Promotor, etc, mas principalmente aos psicólogos, assistentes sociais, psicoterapeutas, orientadores, sócioeducandos, etc) efetivado todos os direitos desses “menores infratores” desde o processo de apuração de ato infracional até o processo executório e a aplicação da medida sócioeducativa?

- As denúncias tem sido recebidas criticamente antes de fazerem as peças acusatórias (auto de apreensão em flagrante, termo de declaração, boletim de ocorrência, etc), procurando a verdade dos fatos de forma a procurar a autoria e a materialidade suficientes para imputar aos adolescentes a prática de algum ato infracional? Ou ainda essas peças jurídicas tem sido feitas direta ou indiretamente em simples alegações?

- Tem sido dado ao adolescente a igualdade processual necessária no decorrer de todo o procedimento de apuração de ato infracional, considerando as suas palavras como de peso igual à palavra da vítima, bem como suas provas e depoimentos de testemunhas? Ou imitamos o Estado Ditador em que a palavra da vítima por si só já pode incriminar alguém, ainda que por “presunção”? E se a resposta é sim, pergunto: isto está de acordo com a Constituição e com os Princípios da Ampla Defesa e Contraditório? Está de acordo com o imperativo da Presunção de Inocência?

- Na aplicação de medida sócioeducativa tem sido dada ao adolescente aquela mais adequada no sentido de entender a excepcionalidade da medida de INTERNAÇÃO e entendendo que esta deve ser aplicada somente na IMPOSSIBILIDADE de aplicação de outra medida? (art. 122, §2). Ou o simples fato de ter o adolescente sua liberdade tirada faz com que ele “vire uma pessoa melhor”? Se for assim, então esvaziem todas as penitenciárias e Unidades de Internação, pois a “literal privação de liberdade” ressocializa mais rápido que qualquer outra medida… Sabemos que não é isto que acontece. Repressão por si só não transforma ninguém.

- Quando o adolescente é submetido à aplicação de medida sócioeducativa em meio aberto, tem os orientadores e os responsáveis pelo acompanhamento do adolescente efetivamente lutado para a reeducação do mesmo, bem como inserido o adolescente em programas de forma a verdadeiramente buscar a ressocialização deles?

A ponderação na Justiça vai além dos pressupostos teóricos de como chegar à verdade real processual, ela abrange desde as primeiras provas (de acusação ou de defesa) à aplicação da medida sócioeducativa (seja ela qual for), sempre visando a necessidade pedagógica para a real reeducação do adolescente.

 

(créditos: painaescola.blogspot.com/)

A imagem acima mostra crianças felizes, junto a família. Efetivar todos os direitos da criança e do Adolescente: eis o  desafio para os aplicadores do direito.

Os objetivos do ECA só não são efetivamente realizados no Brasil por questões estruturais e não por insuficiencia legal da parte de um dos Estatutos mais completos e aplaudidos do mundo. Se não fizermos a nossa parte, ninguém a fará. E se não fizemos o que tem de ser feito com excelência, nada funcionará. O problema da reincidência dos adolescentes na nossa sociedade é um fenômeno complexo porque não deixa de envolver a nossa responsabilidade social subjetiva e objetiva para a concretização dos direitos da criança e do adolescente.

Fica a reflexão.

 
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Publicado por em 21 de outubro de 2011 em Jurídico

 
 
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